20 de mai de 2010

O Acampamento [CAP. 3]

CAP . 1

CAP. 2


O Cientista


– AAAAAAUCH – disse com o ardor do álcool

– Acho que você vai sobreviver... - Isaac disse com um tom de sarcasmo intolerável.

– Sua cadela me deixou com um quase corte profundo, meu sangue espirrou, e parece que minha perna foi enferrujada, então se não se importa faça o seu trabalho, Humpf. – esta irritada demais para me dar conta do que eu estava falando.

– Sim senhora! – ainda com o tom de sarcasmo.
Depois dos cuidados médicos, e de todos terem armado suas “casas” provisórias por enquanto, e alguns terem se acomodado quantos puderam na casa de Isaac.
Eu estava confortável no sofá, era grande o suficiente para que meu corpo inteiro se acostasse.
Pablo estava ao meu lado tecnicamente, deitado ao chão.
Por mais que eu tivesse sido mordida, não devia ter sido fundo, pois não estava mais doendo, incrivelmente conseguia caminhar, sem ninguém me levando de lá para cá no colo.
Estava com sede, e fui até a geladeira. A casa era cômoda, um pouco pequena, mais confortável, com móveis bonitos, e uma escada, que destacava a sala.

–Hey, como você consegue luz, água e comida? – Disse ao Pai de bichos mal criados.

– Bem, um dia, um moço estava também perdido como você, ele estava com projetos malucos, e disse que queria fazer um experimento no meio da floresta, e... Bem ele queria trazer energia do sol, que daria luz 24 horas, eu não acreditei, mais enfim ele colocou uns negócios no teto, e juntou uns fios que ele tinha, e bem eu já tinha a mudança com eletrodomésticos, e então ficou assim, eu o convidei para ficar aqui até encontrar um lugar, mais... Ele simplesmente sumiu no outro dia, pelo incrível que pareça, ele deixou seus experimentos na minha casa, água eu tiro do rio que está completamente limpo ok? .E coloco em minha caixa de água, que tem o mesmo sistema que eu não entendo nada que leva até a torneira, a comida são frutas, que eu pego por aqui, e carne, bem... São dos animais selvagens que tem por aqui, feliz?

– Humm... Contente, obrigada, mais me conte mais de por que você trocou toda aquela mordomia da cidade por... Por... Isso!

Nós dos nos sentamos nas cadeiras ao redor da mesa.

–É... Um pouco, muito, muito complicado, eu não agüentava mais toda aquela bagunça, problemas, aqui eu tenho minha casa, minha comida, meu mini jardim, meus animais de estimação, luz, água, e... É... Acho que é isso – Com um tom de quem não queria dizer a verdade, eu não iria forçar nada por que tinha muitas perguntas.

–E bom, me fala mais desse cara...

– Era um garoto estranho, seu nome... Eu acho que era... Felipe!. Ele estava dizendo que veio para cá, para fazer uns experimentos na floresta, e minha casa era perfeita, ele me parecia honesto, e com cara de cientista, eu tinha acabado de vir para cá, e precisava de luz, ele disse que captaria a luz do sol com uma coisa que eu não faço idéia o nome, eu o ajudei a construir, eu ajudei a arrumar os canos de água, e etc., fique fascinado como tudo aquilo deu certo ele era bom... E de um dia para o outro ele sumiu.

– E por que esta tão bem feita a casa, eer que dizer como... Como...

–Já entendi... Eu construo essas coisas sabe, planejo casas e tudo mais...

– AAAhh..., você foi muito gentil em nos ajudar, você tem um telefone ou algo assim? Por mais que eu sabia que lá nem com raios de saturno os celulares iriam pegar...

–Tenho, mais não dão linha, são inúteis aqui!

–Percebi, o meu já acabou a bateria, mais nós poderíamos fazer aquela tal de Laila útil e usar como mensageira.

–Há há há, mais seria uma boa idéia– ele disse tentando fazer graça, as vezes eu parava só para olhar como aquela beleza selvagem o deixava charmoso, por mais que parecia irritante.

Já era dia eu acordei com baba na ponta do sofá, e estava incrivelmente disposta, olhei para minha ferida, e tudo estava limpo, a ferida, a cicatriz, nada estava lá, só uma pele mais rosada, mais como isso é possível?

–WOOOOOL – Gritou Pablo.

– Eu aprendi que essas ervas fazem milagres... – Disse Isaac.

–Uau, isso é fantástico, você pode ganhar muito dinheiro com isso cara

–Haam, creio que não...

–Ok – Estava impressionada, qualquer pessoa ficaria louca com tal descoberta.
Todos agarraram suas coisas, colocaram em suas mochilas, carregaram o abastecimento de comida e estavam prontos para partir.
A garota de cabelos loiros tinha o nome de Brenda, o garoto que me encarou no posto era Murilo, o motorista se chamava Orlando, pelo menos era o que eu havia gravado entre conversas.

–Todos prontos – O motorista disse

–Eu acho que já vamos então

– Eu vou com vocês, pra mostrar parte do caminho

–Perfeito, perfeito! – Exclamou Pablo
Caminhamos um bom tempo, atrás de Isaac, o tempo estava limpo, com um sol deslumbrante por incrível que pareça, começou fazer calor.
Eu escutava tantos passos, mais me parecia que alguém estava fazendo barulho a mais.

Poooow! De repente um grito.
Um rapaz estranho, sujo, estava segurando a Brenda pelo pescoço, e apontando a arma em sua cabeça.

– Mais, mais o que? – Disse Isaac.

– Felipe ?! – Eu gritei reconhecendo a descrição.

Continua...
Autora: Angelica Gempka.



Angel :D