13 de mai de 2010

O acampamento. [cap. 2 ]

Então galere fiz pequenas modificações no 1º capitulo :x se quiser conferir:

A Floresta
— O que vamos fazer? — alguém berrou.
— Ok, agora vamos pensar em uma maneira de sair dessa, alguém troce um telefone celular — Parecia que não foi uma pergunta.
Todos levantaram as mãos, mesmo que sendo contra as regras, como dizia “O manual de instruções” citado pelo não mais suspeito motorista.
—Nós poderíamos caminhar para pedir ajuda— Sugeri
Todos olharam pra cara um dos outros enquanto um se levantou de onde estava sentado em um velho banco e disse — Você deve ser uma louca, nós estamos no meio do mato!
—Desculpe ó homem coerente, mais se você não sabe podemos ficar aqui pelo resto das nossas férias passando frio e fome. Nesse posto abandonado que sobrara um resto de gasolina.
Ele me encarou e eu fiz o mesmo enquanto infantilmente virei o rosto.
— Gente, vamos ficar todos juntos para ninguém se perder, pelos meus cálculos pode ter por perto algum ônibus ou carro pra ajudar a gente — disse meu amigo do ex-banco do ex-transporte
—Fica quieto o 4 olhos— alguém gritou, me senti ofendida também
—Vamos, a caminhar, não temos tempo a perder— Uma garota de cabelos loiros e longos disse encostada no poste.
—VAAAMOS, VAMOS — Uns diziam aos outros
Estava frio, é parecia que iria chover, todos pegaram suas mochilas de um acampamento nada feliz, eu estava torcendo pra ir logo para casa.
Todos caminhavam em linha reta enrolados em cobertores ou casacos, eu estava já bem agasalhada.
—De um jeito ou de outro vamos ter que acampar, não de modo seguro é claro, mais para passar a noite será inevitável.
—Como você se chama mesmo garoto? — eu me virei até o garoto de óculos fundos de garrafa.
— Pablo, família descendentes de espanhóis, bom quer dizer eu creio que sim, bem distante eu acho, mais e você? Como se chama.
— Ayla... , bom pode me chamar de... de..., humm, como quiser.
—Ayay fica estranho, te chamarei de Ayla
—Óh gostei— Nós dois rimos.
Concordamos em ficar mais para dentro das árvores, armar as barracas, uma coisa que eu não sabia fazer, definitivamente.
Aquela garota de cabelos loiros me ajudou.
—Obrigada
—De nada, qualquer coisa estou à barraca do lado, sou sua vizinha.
—Ta bom — Com um leve sorriso respondi.
Não sabia o que fazer em uma situação dessas e se aqueles bandidos aparecessem por aqui e levassem o que restara de nós?
La fora, alguém conseguiu fazer uma fogueira para poder nos esquentar, todos fomos la fora ao redor daquele pequeno fogo, enrolados em cobertores finos, que trouxemos conosco na hora de sair do ex-ônibus. Mesmo odiando pensava com meus botões como seria mais cômodo dentro daquele acampamento planejado, com banheiros ou casinhas, e um lugar com banho quente, pelo menos é o que dizia no folheto.
Aqui estávamos com banheiro atrás da moita, e banho sem planejamento de onde e como.
Só barracas de pano frio, no chão, com perigo de algum bicho ir até lá e pegar seu lanche que sobrou.
Todos nós juntamos o que sobrou de comida. E fizemos uma refeição
Ou deveria dizer a última?
Barulhos saiam de todos os lugares, a todo o momento.
O que me assustavam eram aquelas folhas de longe se movendo.
De repente de lá pareciam dois cachorros grandes, famintos e olhando pra gente.
De repente Pablo gritou infantilmente.
—LOOOOOBO COOORRE!
Todos começaram a entrar em desespero.
Ora pareciam tanto com um cachorro para que tanta algazarra?
Me aproximei mais perto.
E então sem me dar conta os dentes de um daqueles animais já estavam cravados em minha perna, enquanto o outro corria.
Meus gritos foram inevitáveis.
—ME AJUUUDEM, SOCORRO — o sangue começa a sair e eu não agüentava mais de dor, foi então que um rapaz de cabelo castanho escuro, olhos claros, com uma roupa um pouco rasgada, e incrivelmente bonito, com um ar de mistério saiu do nada de algum lugar jogou uma água fria praticamente congelada no animal, disse algumas palavras estranhas para o bicho que saiu correndo como um cãozinho.
Ele se aproximou da minha perna e disse.
—Deixe-me ver isso
— AAAAAAI AAAAAAAAAAAAAAAAAI
—Calma, nem encostei ainda.
—Mais esta doendo. Humpf
— Hahaha, e como você foi achar bonitinho um lobo?
— Ora, ele parecia tãao... normal, ei mais quem é você.
—Eu moro aqui, meu nome é Isaac mais e o... — Nem terminou de falar quando Pablo interrompeu —Como você vai morar aqui cara? —intrometido como sempre, ou desde as horas que o conheço.
—Bom, eu resolvi construir um casa aqui perto sabe, sair da cidade de uma vez por todas.
—Casa? — Todos repetiram juntos.
—É, se vocês quiserem, podem todos ir levar suas barracas, e montarem ao redor, tem água quente e um banheiro.
5 minutos foi o tempo de todos arrumarem a suas coisas e já estavam prontos para ir.
—Vamos deixe que eu cuido disso, quando chegarmos em casa eu passo um remédio e enfaixo, é aqui do lado— Issac disse se referindo ao meu machucado, —Sinto muito pela mordida da Laila, ela não conhece muitas pessoas
—Laila, aquela coisa tem nome
—Ela é inofensiva, só não se acostumou com você.
—Humhun, da próxima eu vou me esconder como os outros, não quero ela se acostumando comigo.
Ele riu
Auuuuu.
Ouvi de longe.
Continua....
Autora: Angelica Gempka

Angel :D